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Brigas de namorados: Alguém tem que ceder.

brigas de namoradosEm brigas de namorados, quando as personalidades entram em conflito e começa-se a perceber as diferenças de pensamento, de criação, de temperamento, entre outras, a razão é a primeira a sair gritando para mostrar que está certa. Mas quem está com a razão? Você ou ele (a)?

Aí você pode me dizer: Ah, essa é fácil, claro que sou eu!  Você não sabe como ele (a) é, ele (a) fez isso e depois aquilo e blábláblá e assim a briga de namorados se torna algo interminável, uma queda de braços para provar quem está certo, a individualidade excessiva mostrando suas garras, mas a verdade é que, neste caso, a razão é o que menos importa, pois para que o relacionamento tenha futuro, alguém tem que ceder.

Esvaziar-se da sua razão para ouvir o outro evita grandes transtornos desnecessários, ou sua razão é mais importante que o amor que você tem pela pessoa que está ao seu lado? Às vezes é preciso ceder para não magoar a quem amamos, pois se você não souber ouvir o seu parceiro correrá o risco de criar uma barreira enorme entre vocês e prejudicar seu relacionamento. Aquele que não sabe receber e aceitar críticas construtivas condena-se a estagnação.

namoradosNão pense que você será um derrotado por que cedeu em uma briga, ceder é também uma prova de amor, é abrir mão da sua razão em benefício da pessoa amada. Um dos maiores geradores de brigas de namorados e até mesmo de casais casados é o excesso de individualidade. Você quer continuar fazendo tudo o que fazia antes de namorar, afinal, você ainda não é casado, então tem a mesma liberdade, certo? Errado! O namoro do cristão é um preparo para o casamento e problemas que podem parecer aparentemente inocentes durante o período de namoro, podem se tornar gigantes no casamento se não forem tratados como se deve. Se durante o namoro você tem o hábito de pensar somente em si, corre o risco de chegar ao casamento pensando da mesma forma, se seu namorado (a) será seu esposo (a), você tem que pensar nele (a) desde já como parte integrante da sua vida e preocupar-se sim em deixar algumas coisas de lado para preservar o relacionamento. Talvez você pense: Ah, mas então é ele (a) que tem que ceder, pois foi ele (a) que errou. Procure ser você o agente transformador do seu relacionamento, seja “o alguém” a ceder, mesmo que acredite que não fez nada errado, pois juntos e com calma e mansidão chegarão a uma solução.

Com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor. Efésios 4:2

Talvez para você a discussão não tenha tanta importância porque, afinal, ao término das brigas de namorados cada um vai pra sua casa, esfria a cabeça e pode conversar depois, em outro dia, mas no casamento isso não acontece, pois a convivência é diária, então o casal tem que se entender o quanto antes. O casal cristão precisa desde o início do relacionamento preocupar-se em ouvir, aceitar e resolver suas diferenças dialogando, a comunicação é fundamental.

Não pense que seu namorado (a) vai melhorar depois do casamento, o casamento por si só não melhora ninguém, os dois precisam estar dispostos a mudar e isso não acontece enquanto se disputa a posse da razão. E mesmo assim saiba que algumas características nunca mudarão, se você tem um relacionamento guiado pela vontade de Deus não está namorando apenas por curtição, pois o plano de Deus para o namoro cristão é o casamento e se você vai se casar com seu namorado (a), por amor a ele (a), terá que aceitar as diferenças para conviver bem com a pessoa amada. Mas relaxe, algumas coisas podem sim ser mudadas, algumas manias chatinhas que só servem para criar conflito, por exemplo, mas só se vocês realmente quiserem, pois vocês terão que encontrar juntos a forma que conviverão, você trará na bagagem coisas que aprendeu com seus pais, sua criação, convivência com amigos, irmãos da igreja, entre tantas outras coisas, e ele (a) também. Nessa bagagem vêm coisas boas e ruins, cabe a vocês pedirem a direção de Deus, juntos em oração, para saberem o que deve permanecer dentro ou fora da bagagem.

 

1 comentário

  1. Thays

    muito bom o texto!!

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